quarta-feira, 30 de junho de 2010

Amanhã..


Tenho escutado tantas coisas, e tantas coisas sempre tão mesmas. Tenho escrito tantas coisas, e tantas coisas sempre tão escritas repetidamente. como anda o céu hoje? A vida tão saturada de mesmas tristezas e as pessoas tão vazias de vida. É o passado que te deixou na mão enquanto você era devorado pelo presente e torturado pelo futuro. É sempre tão mais fácil caminhar em pedras que já conhece, já que em novos rios há novas feridas nos pés. Sempre mais cômodo deixar para transformar o impossível amanhã, ou depois de amanhã..principalmente quando se está frio lá fora. Mas há uma beleza tão rara em tudo quanto é canto. E foi em frio inverneano que ganhei um abraço aquecido de esperança. Há tanta gente acreditando, e tantas outras esquecendo de abrir a janela no outono. Há tantos dias tediosos esperando que seus olhos se abram. Não espero por palavras incríveis que me façam sorrir, mas sempre que sorrio com uma palavra qualquer, acho surpreendentemente incrível. O medo é como um vilão que te cega do relógio da vida. Ele te mantém parado e perdido. Nem sempre você irá saber onde está e por onde seguir, mas tem algo que sempre está acima de você. E literalmente acima, nunca será limitado pelo medo. O céu. O doce e indescritível poder das nuvens. Nuvens serenas e nuvens severas. Porém, sempre o Sol e a Lua. Sempre as estrelas e conseqüentemente, seus sonhos e seus caminhos. Talvez um dia eu perceba o quanto as cores não passam de uma mesma informação em tonalidades diferentes.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Outono raro.

Hoje eu queria falar sobre o meu amor
Talvez escrever uma carta, talvez cantar uma canção
Vivi em diversidades mundanas
Até encontrei meu lado bom de ser ruim
Vi em meus olhos o infinito chegando ao meu encontro
Encontrei em seus olhos outro infinito escorregando de minhas mãos
Vi em mim o meu ponto máximo
Em você encontrei o meu fracasso
Descobri que existe um tapete vermelho
E no fim da linha só existe a verdade
Ninguém te carrega no colo no caminho da vida
E só resta sua face pra sentir todo o peso
Pudera eu mostrar ao mundo
Pudera o mundo mostrar a mim
Mas guardemos o melhor pra apenas sentir
E o que não é bom, deixa estar
O amor vem mudando como as estações
Mas amanhece o mesmo amor a cada verão
Tão mesmo que veio até a solidão
Deixar as flores do outono aqui no sertão