quinta-feira, 17 de junho de 2010

Outono raro.

Hoje eu queria falar sobre o meu amor
Talvez escrever uma carta, talvez cantar uma canção
Vivi em diversidades mundanas
Até encontrei meu lado bom de ser ruim
Vi em meus olhos o infinito chegando ao meu encontro
Encontrei em seus olhos outro infinito escorregando de minhas mãos
Vi em mim o meu ponto máximo
Em você encontrei o meu fracasso
Descobri que existe um tapete vermelho
E no fim da linha só existe a verdade
Ninguém te carrega no colo no caminho da vida
E só resta sua face pra sentir todo o peso
Pudera eu mostrar ao mundo
Pudera o mundo mostrar a mim
Mas guardemos o melhor pra apenas sentir
E o que não é bom, deixa estar
O amor vem mudando como as estações
Mas amanhece o mesmo amor a cada verão
Tão mesmo que veio até a solidão
Deixar as flores do outono aqui no sertão

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